Blog do Dr. Marcelo Mariano da Silva

17/12/2011

Novo Endereço:

Mudamos para melhor atendimento:

Centro Paranaense de Avaliação e Tratamento da Dor de Cabeça

Av. Sete de Setembro 5348 - Conjunto 1603 - Bairro Batel - Curitiba - PR

Fone: (41) 3018-9757 / 4111-2030

E-mail: faleconosco@tratamentodador.com.br

Site: www.tratamentodador.com.br

 


Escrito por Dr. Marcelo Mariano da Silva às 19h25
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08/09/2009

Participação do Dr. Marcelo Mariano da Silva, Médico neurologista no Bom dia Parana Sobre o A importancia do Sono


Escrito por Dr. Marcelo Mariano da Silva às 20h26
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ENXAQUECA - PARTE 2

 

Dr. Marcelo Mariano da Silva

 

   Tratamento farmacológico

a.    Deve ser feito sempre pelo médico! Cerca de 60% dos pacientes procuram auxilio. E este tratamento pode ser desdobrado em sintomático e profilático.

b.    Tratamento sintomático: O uso de analgésico deve ser feito com critério e o médico tem a obrigação de instruir o paciente aos riscos do uso prolongado e/ou abusivo dessas drogas. O analgésico deve ser usado logo no inicio da crise, habitualmente associado a drogas gastrocinéticas e antieméticas. Em pacientes com crises fracas e moderadas e praticamente virgens de farmacoterapia, pode-se iniciar com analgésicos comuns (paracetamol, dipirona, AAS), com doses geralmente próximas da dose máxima.  Outra opção é o uso dos AINEs (antiinflamatórios não-esteroidais), sendo os principais representes: Clonixinato de lisina (Dolamim®); Ibuprofeno (Alivium®); Naproxeno (Naprosyn®).

Nas crises mais intensas pode-se lançar mão de drogas especificas, classificadas em não seletivas (derivados do ergot) e seletivas (triptanos). Entre os não seletivos medicamentos os comercialmente conhecidos são: Cefaliv, Cefalium, Tonopan, Ormigrein, Migraliv, sempre lembrando no seu uso da contra indicação em pacientes com doenças vasculares e o risco a longo prazo de abuso pelos pacientes levando a “síndrome da dependência a ergotamina” e “cefaléias rebotes”.

As drogas seletivas (triptanos), estão disponíveis no mercado em várias apresentações (oral, injetável, spray nasal e sublingual). O mais conhecido é o sumatriptano (Sumax ®) disponível em comprimidos de 25, 50 e 100 mg. Sendo contra-indicado em doentes coronarianos.

Além do citado, em ambiente hospitalar, nas crises de difícil controle e/ou prolongadas algumas estratégias podem ser consideradas, como o uso da clorpromazina um excelente antiálgico e antiemético, numa dose de  0,7ml/kg de peso, respeitando a dose máxima de 50 mg, diluída em 250 ml de Soro Fisiológico e infundida em 2 horas.

c.    Tratamento profilático: tem como objetivos: aliviar o paciente do sofrimento e com isso melhorar sua qualidade de vida: evitar sua incapacidade temporária (física e intelectual) e, sobretudo, evitar o uso prolongado (e, as vezes, abusivo) de analgésicos. Os critérios fundamentais para inicio do tratamento profilático são: freqüência, duração e intensidade das crises. De modo geral pacientes com mais de 3 crises/mês, entretanto crises de longa duração (2-3 dias) e de grande intensidade podem justificar.

A escolha da droga é baseada no perfil do paciente, possibilidade de aproveitar alguns efeitos colaterais da medicação como beneficio ao paciente.  Inicia-se sempre com doses extremamente pequenas e gradativamente ao longo do tratamento ajusta a dose para que o paciente tem uma boa resposta com mínimo de efeitos colaterais. O tempo de uso varia em média de 6 a 12 meses, dependendo do paciente e da droga escolhida.

As classes de drogas disponíveis e com efeitos comprovados são: Betabloqueadores (Propanolol); Triciclicos (Amitriptilina, Nortriptilina, Maprotilina); Anticonvulsivantes (Valproato de Sódio e Topiramato); Bloqueadores de Canal de Calcio (Flunarizina).

 

Bibliografia:

Olesen J. The International Classification of Headache Disorders, 2nd edition. Cephalalgia 2004;24(Suppl 1):S9-S160.

FUKUI, Patrícia Timy et al . Trigger factors in migraine patients. Arq. Neuro-Psiquiatr.,  São Paulo,  v. 66,  n. 3a, set.  2008 .

Bigal ME, Fernandes LC, Bordini CA, Speciali JG. Custos hospitalares das cefaléias agudas em uma unidade de emergência pública brasileira. Arq Neuropsiquiatr. 2000;58(3A):664-70.

Recomendações para o tratamento da crise migranosa. Arq. Neuro-Psiquiatr.,  São Paulo,  v. 58,  n. 2A, jun.  2000

 


Escrito por Dr. Marcelo Mariano da Silva às 20h10
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Enxaqueca

 

Dr. Marcelo Mariano da Silva*

 

Se alguma vez você teve um sorrisinho irônico ao saber que um colega faltou ao trabalho por estar com enxaqueca, saiba que isso não é uma desculpa esfarrapada. Um estudo epidemiológico nacional realizado pela Sociedade Brasileira de Cefaléia, sobre  enxaqueca que estudou mais de 3800 pessoas, revelou que a população brasileira tem 15,2% de enxaqueca e 6,9% de cefaleia crônica diária. É a segunda doença que mais provoca faltas ao trabalho, atrás apenas da lombalgia. Suas vítimas perdem, em média, cinco dias anuais de trabalho, estudo ou lazer, está entre uma das 5 principais causas de consultas médicas em Pronto Atendimentos.

 Não é apenas uma dor de cabeça, mas sim uma doença neurológica, cuja fisiopatologia envolve um forte componente genético levando a uma anormalidade no funcionamento neuroquímico, tendo a serotonina como pivô do quadro, predispondo assim o paciente a crise enxaquecosa

Classificamos  de modo geral a enxaqueca em duas grandes variantes: Com aura e sem aura.  Lembrando que aura é o complexo de sintomas neurológicos que acontece imediatamente antes ou no início da crise. Dura de 5 a 60 minutos, sendo totalmente reversível, podendo ser sintomas visuais e/ou sensitivos e/ou da fala.

De acordo com os critérios de 2004 da Sociedade Internacional de Cefaléia, a definição de enxaqueca é:

- Cefaléia recorrente manifestando-se em crises que duram de 4 a 72 horas. Com características típicas da dor como: localização preferencialmente unilateral, de caráter pulsátil, de intensidade forte ou moderada; com exacerbação por atividade física rotineira e associação com náusea e/ou foto e fonofobia. Além disso deve ter  no mínimo 5 crises preenchendo os critérios acima.

O manejo terapêutico do paciente deve ser diferenciado, isto significa que devemos tratar o enxaquecoso  e não a enxaqueca. Embora os fármacos sejam o principal, é preciso considerar que o paciente em um meio ambiente e que reage aos mais diversos estímulos de maneira peculiar. Quando não adotamos esta medida, um grande de número de  pacientes acabam evoluindo para Cefaléia Crônica Diária e/ou Cefaléia por Abuso de Analgésicos, quadros extremamente difíceis de tratamento e com sérias repercussões físicas, sociais e econômicas.

Neste sentido desdobramos o tratamento em três itens:

1)    Esclarecimento

a.    Informar ao paciente de modo claro a doença que ele tem, lembrando sempre de desfazer  os medos em relação a doenças consideradas pelos como “mortais”, tais como  tumores, aneurisma, infecções e etc. Esclarecer o que pode ser feito de tratamento e como será feito

2)    Medidas Gerais

a.    Conhecer o perfil psicológico, hábitos de vida, fatores desencadeantes da crise e a influência da doença na sua qualidade de vida. Diante disso existem situações que podem agravar e até mesmo desencadear as crises, e o médico deve junto com o paciente tentar identificar estes fatores, e estabelecer que o paciente uma moderação em todos os hábitos de vida. Fatores que podem atuar como deflagradores ou agravantes da crise: 1) jejum prolongado; 2) exposição prolongada ao sol; 3) tensão emocional; 4) alimentos que contenham tirosina e tiramina (queijos amarelos, defumados, embutidos) 5) chocolate 6) álcool, 7) privação da cafeína nos indivíduos que consomem grandes quantidades de café durante a semana e não repetem a ingestão durante o fim de semana 8) distúrbios do sono; 8) alguns odores como perfumes, poluição, cigarro; 9) alguns medicamentos vasodilatadores; 10) fatores hormonais em 60% das mulheres.


Escrito por Dr. Marcelo Mariano da Silva às 20h09
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A Importância do Sono na qualidade de Vida

Dr. Marcelo Mariano da Silva, Médico Neurologista

Quem já acordou no meio da madrugada e depois não conseguiu dormir novamente? Ou então teve sonolência excessiva durante o dia? Cansaço persistente, irritação, falta de atenção e queda de rendimento. Esses comportamentos, facilmente tachados de preguiça na escola ou no trabalho podem, na realidade, ser resultado de distúrbios do sono. E as conseqüências não param por aí: levam até ao risco de doença cardiovascular e depressão.

Saiba que conforme dados da Sociedade Brasileira de Neurofisiologia, Academia Brasileira de Neurologia e Associação Brasileira do Sono, estudo realizado com 22 mil pessoas em 11 cidades no Brasil em 2007, mostram que 50% dos brasileiros sofrem de algum distúrbio do sono, 30% roncam demais, 19% tem insônia e 4% sofrem de Apnéia do Sono.

A interferência do sono na sociedade reflete ainda nos acidentes de trânsito conforme dados da Policia Rodoviária Federal (PRF) e do Comando de Saúde nas rodovias, programa educativo e de prevenção da PRF, cerca de 10% dos motoristas tem algum tipo de distúrbio do sono e em média oito acidentes de trânsito acontecem todos os dias nas rodovias federais do Brasil provocados pela sonolência ao volante.

De acordo com estudos, ficar sem dormir no período de 24 horas equivale à concentração sanguínea de 0,10g/l de álcool no corpo. A privação de uma noite de sono é mais prejudicial do que os níveis alcoólicos considerados inaceitáveis pelos órgãos de trânsito.

Além disso, segundo um estudo da Universidade de Harvard, uma pequena quantidade extra de sono ajuda no processo de aprendizagem. A equipe de pesquisadores de Harvard verificou que pessoas que aprenderam tarefas novas e depois dormiram bem, obtiveram melhores resultados nessa função no dia seguinte.

Pesquisas ainda mostram que noites mal dormidas associadas ao estresse podem levar a ganho de peso, isso porque quando dormimos bem nosso cérebro produz um hormônio chamado leptina, substância ligada a diminuição do apetite.

Com isso confirmamos que o sono é uma função biológica fundamental para o bem estar físico e psicológico ajudando a recuperar forças, a rejuvenescer as células, fortalece as nossas defesas, o sistema imunológico, e como é obvio aumenta a nossa boa disposição, é ainda uma grande ajuda para quem quer manter a linha, pois o sono ajuda a controlar a fome.

O sono tem diferentes fases. O chamado sono REM (Rapid Eye Moviment – Movimentos Oculares Rápidos) é o do sonho. Os grandes músculos do corpo ficam paralisados para evitar a vivência. O sono NREM (que não tem os movimentos oculares) é composto de quatro estágios, sendo 1 o mais superficial e 4 o mais profundo. Imagens mentais podem surgir nessa etapa; no entanto, não há conteúdo. Durante toda a noite, os estágios se intercalam, fazendo com isso ciclos. Qualquer alteração na duração ou freqüência dessas fases levam a distúrbios no sono.

Basicamente há três grandes grupos de distúrbios do sono:

1)      insônias;

2)      sonolência excessiva;

3)      comportamentos anormais durante o sono.

 

Dez dicas que chamamos de higiene do sono, que ajudam a garantir uma boa noite de sono.

 

1. Horário regular para dormir e despertar.

2. Ir para a cama somente na hora dormir.

3. Ambiente saudável.

4. Não fazer uso de álcool próximo ao horário de dormir.

5. Não fazer uso de medicamentos para dormir sem orientação médica.

6. Não exagerar em café, chá e refrigerante.

7. Atividade física em período adequados e jamais próximo à hora de dormir.

8. Jantar moderadamente em horário regular e adequado.

9. Não levar problemas para a cama.

10. Atividades repousantes e relaxantes após o jantar.


Escrito por Dr. Marcelo Mariano da Silva às 20h07
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Quando a Mémoria Falha !

21 de Setembro – Dia Mundial da Doença de Alzheimer

Dr. Marcelo Mariano da Silva, Médico Neurologista

 

Doutor, tenho reparado que minha mãe tem tido dificuldade constante em se lembrar de coisas simples que conversamos do dia a dia, de recados, o humor dela mudou!  Esta é uma afirmação  freqüente de familiares de pessoas  que iniciam com Alzheimer.

Trata-se da destruição progressiva dos neurônios. A devastação começa no hipocampo, a área onde se processa a memória e, com o tempo, se alastra por outros cantos do cérebro. Por isso, ficam comprometidas funções cognitivas essenciais, como a gravação das lembranças e a orientação do indivíduo no tempo e no espaço. Pode manifestar-se já a partir dos 40 anos de idade, mas a partir dos 60 sua incidência aumenta a ponto que aos 85 anos de idade praticamente metade dos indivíduos apresentará a doença. No  Brasil estima-se em 1 milhão e 200 mil pacientes. A predisposição genética e o próprio envelhecimento são seus principais fatores de risco. Além disso, a ciência vem demonstrando que as condições responsáveis pelos distúrbios cardiovasculares contribuem para a degeneração dos neurônios. Ou seja, gordura abdominal em excesso, diabetes, colesterol nas alturas e pressão arterial elevada podem dar um bom empurrão.

Muitas vezes os sintomas da doença, especialmente nas fases iniciais, são considerados como próprios do envelhecimento. Na grande maioria dos casos o primeiro sintoma é a perda de memória para fatos recentes. As lembranças recentes tendem a se evaporar num piscar de olhos. O indivíduo não consegue fixar nem um recado. Além da memória, alguns portadores apresentam alterações de comportamento, dificuldades de concentração e tendem a manter-se  em pensamentos distantes da realidade. Muitos perdem a capacidade de julgamento e a orientação no tempo e no espaço. Com o progresso da doença, o indivíduo pode tornar-se depressivo e viver com alucinações.

O diagnóstico é baseado na própria história do paciente. São avaliados os sintomas e, para afastar a possibilidade de outra doença que leve a demência, costumam ser solicitados exames de sangue e imagem, como ressonância magnética do cérebro.

E o tratamento? Em primeiro lugar, é importante deixar claro que a doença ainda não tem cura nem o quadro pode ser revertido. Mas existem medicamentos que barram o seu avanço. A prevenção ainda é palavra controversa. O que já se sabe, no entanto, é que botar a cabeça para funcionar é regra básica para protegê-la. Manter a massa cinzenta ativa — exercitando-se intelectualmente, trabalhando e interagindo com outras pessoas — aumenta as chances de se ver livre do mal. Conservar uma dieta equilibrada, com menos gordura e açúcar, praticar atividades físicas e tomar cuidados extras com a glicemia e a pressão arterial são medidas importantes. Existe uma dúvida muitas vezes das pessoas que é: até que ponto a perda de memória em razão da idade é normal? O envelhecimento torna a memória, digamos, menos afiada. Isso é natural e não deve preocupar. Vale esclarecer também que, independentemente da faixa etária, qualquer indivíduo está sujeito aos “brancos” e dificuldades de recordar uma data ou um nome. O sinal de alerta deve ser acionado no momento em que as perdas de memória tornam-se freqüentes e passam a atrapalhar a rotina. Isso acontece, por exemplo, quando a pessoa vai ao supermercado e não sabe como voltar de lá. Ou, então, quando ela se esquece como se prepara aquele prato de sempre. Paulatinamente, vem esquecimento atrás de esquecimento. Na suspeita da doença, o médico neurologista clinico é o profissional capacitado para diagnóstico e tratamento dessas pessoas.

 


Escrito por Dr. Marcelo Mariano da Silva às 20h05
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18/08/2009

Entrevista sobre a importância do sono para memória apresentada na Rede Record de Televisão, em reportagem a pessoas que estão se preparando para o vestibular ou concursos publicos.

http://www.youtube.com/watch?v=ADbb-Eqdr20

 

Dr. Marcelo Mariano da Silva
Médico Neurologista em Curitiba
Tratamento da Dor e Doenças Neurológicas
Curitiba - PR

 


Escrito por Dr. Marcelo Mariano da Silva às 11h52
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Você sabia que muitos dos nossos hábitos de vida podem piorar a dor de cabeça ?
Pessoas que sofrem com a enxaqueca geralmente possuem situações do hábito de vida, que quando presentes em excesso atuam como desencadeantes ou agravantes das crises de dor. Por isso atenção para as seguintes situações:
Alguns tipos de comidas: chocolate, leite e derivados (queijos, iogurtes), comidas enlatadas ou com corantes, frutas cítricas, banana, glutamato de sódio (comida chinesa), aspartame (adoçante), álcool e embutidos.
Cheiros fortes: perfume, sabonete, xampus, produtos de limpeza, amaciante de roupas e cigarro.
Outros : luz forte, muito sol, barulho, cansaço físico, pular refeições ou não ter horário certo para comer, dormir mal, não ter hora certa para dormir, menstruação, depressão e ansiedade.
Dr. Marcelo Mariano da Silva
Médico Neurologista em Curitiba
Tratamento da Dor e Doenças Neurológicas
Curitiba - PR

Escrito por Dr. Marcelo Mariano da Silva às 11h49
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Você sabe desde quando existe a dor de cabeça ?
A dor de cabeça ou dor na cabeça, ou tecnicamente cefaléia, é um sintoma muito frequente que o ser humano em algum momento da sua experimenta. Existem evidências que ha 7.000 anos a.C. as civilizações já sofriam com este mal. Relatos como dos egipcios e dos sumerianos mostram que as pessoas que tinham dor de cabeça eram submetidas a aberturas de "buracos / orifcios" (trepanações) no crânio. Hipócrates no século 4 a.C., descreveu pela primeira vez um paciente com enxaqueca. Por diversos séculos escritores, novelistas e filosofos escreveram sobre a dor de cabeça, porém apenas em 1938 os médicos John Grahan e Harold Wolff iniciaram estudos bem conduzidos cientificamente, sobre uma substância chamada ergotamina para tratamento das crises de enxaqueca.
Dr. Marcelo Mariano da Silva
Tratamento da Dor e Doenças Neurológicas

Escrito por Dr. Marcelo Mariano da Silva às 11h48
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Veja nossa entrevista no Bom dia Paraná sobre Enxaqueca

Duvidas e Sugestões escreva para nós pelo site: www.tratamentodador.com.br

 


Escrito por Dr. Marcelo Mariano da Silva às 11h47
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27/07/2009

Mecanismos que deflagram a enxaqueca

Biólogos finalmente começam a desvendar os mistérios da enxaqueca, do prenúncio à dor
por David W. Dodick e J. Jay Gargus

Para mais de 300 milhões de pessoas que sofrem de enxaqueca, a dor lancinante característica dessa cefaléia debilitante dispensa descrição. Para os que não sofrem com ela a comparação análoga mais próxima talvez seja o mal-estar severo provocado pela altitude: náusea, fotossensibilidade extrema, e uma cefaléia insuportável. “O fato de não se morrer de enxaqueca, para aquele que experimenta o auge de sua crise, soa como um bênção ambígua”, escreveu Joan Didion, em 1979, no conto In bed (Na cama), de sua coletânea The white album.

Registros históricos indicam que essa doença está entre nós há pelo menos 7 mil anos e continua uma das mais incompreendidas, menos reconhecidas e mais inadequadamente tratadas condições médicas. De fato, muitos não buscam tratamento para pôr fim à sua agonia, certos de que os médicos não podem fazer muita coisa ou que se mostrarão céticos e hostis. Didion escreveu In bed há quase 3 décadas, mas alguns médicos continuam tão insensíveis hoje quanto à época, ou seja: “Se não tenho um tumor cerebral, nem cansaço ocular, nem hipertensão, então, está tudo bem comigo: eu simplesmente sofro de enxaqueca e cefaléia; e enxaqueca e cefaléia, como todos sabem, são imaginárias”.

A enxaqueca, finalmente, começa a receber a atenção que merece. E parte dessa atenção é resultado de estudos epidemiológicos que revelaram o quanto essas cefaléias são incapacitantes: um relatório da Organização Mundial da Saúde descreveu a enxaqueca como uma das quatro doenças crônicas mais comprometedoras. E uma outra preocupação se deve ao reconhecimento de que essas cefaléias e suas conseqüências custam à economia americana, por exemplo, US$ 17 bilhões por ano, para cobrir faltas no trabalho e despesas médicas.

Grande parte do crescente interesse é resultado das novas descobertas genéticas, do imageamento do cérebro e da biologia molecular. Embora de natureza bem distinta, essas descobertas parecem convergir e reforçam umas as outras, trazendo esperanças aos pesquisadores de poder determinar a fundo as causas da enxaqueca e desenvolver terapias avançadas para preveni-la ou conter o seu ataque.


Escrito por Dr. Marcelo Mariano da Silva às 18h50
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Cirurgia cerebral beneficia memória de doente epiléptico

CLÁUDIA COLLUCCI
da Folha de S.Paulo 24/07/09

Um estudo da UnB (Universidade de Brasília) mostrou que pessoas com epilepsia grave e que não respondem aos medicamentos conseguiram melhorar o desempenho cognitivo e reduzir as crises epilépticas após passarem por cirurgia que retira parte do cérebro.

Os resultados foram obtidos a partir de testes inéditos, desenvolvidos pelo Laboratório de Neurociência da UnB. Estima-se que de 1% a 2% da população mundial sofra de epilepsia. Em São Paulo, a prevalência é de 12 casos para cada grupo de mil habitantes.

A epilepsia provoca descargas elétricas no cérebro, que podem gerar vários problemas, a depender da região afetada. Quando a doença se manifesta numa região chamada lobo temporal mesial, há prejuízos na memória emocional e espacial. As pessoas têm dificuldade para armazenar e evocar informações que envolvem emoções ou orientação espacial.

Grande parte dos pacientes consegue controlar a doença com uso de antiepilépticos, mas ao menos 20% deles não se beneficiam com a medicação e podem ser candidatos à cirurgia para a remoção do foco das descargas elétricas.

Segundo o neurocirurgião Arthur Cukiert, do Hospital Estadual Brigadeiro, em São Paulo, vários estudos têm demonstrado os benefícios da cirurgia para esse tipo específico de paciente (com epilepsia do lobo temporal mesial).

"A cirurgia pode ser realizada com segurança, com risco menor que 0,5% e bom resultado em relação às crises. As taxas são de 94% de cura e de 50% de melhora da memória." A cirurgia é financiada pelo SUS.

Estudo

Durante o estudo da UnB, foram aplicados testes neuropsicológicos em três grupos: 20 pacientes com a epilepsia grave no lobo temporal mesial, 21 pessoas sem a doença e outros 20 pacientes que haviam passado por uma cirurgia do lobo temporal mesial (lobectomia unilateral), 16 meses após o procedimento.

A pesquisadora Lara De Vecchi Machado, que desenvolveu o estudo, explica que foram exibidas fotografias de faces que denotavam reações emocionais. O paciente deveria se lembrar de uma fotografia vista anteriormente, identificar uma das oito emoções possíveis e diferenciá-la de outra fotografia.

No teste que tratava de memória espacial, o paciente avaliava fotografias de um objeto em diferentes posições na tela. O objeto iniciava num determinado local e reaparecia em até oito outras posições. O paciente deveria apontar até nove locais onde o objeto esteve.

Os pacientes com epilepsia tinham dificuldade nesse teste de memória espacial e conseguiam identificar, em média, três posições. Já os pacientes que passaram pela cirurgia cerebral tiveram um resultado semelhante ao do grupo de pessoas sem a doença -com uma média de seis a sete acertos.

Segundo Lara Machado, a melhora da função cognitiva após a remoção do foco epiléptico ocorre em razão do controle das crises. "A descarga epiléptica é mais prejudicial para o funcionamento cerebral do que a própria remoção [do lobo], pois o outro lobo temporal mesial pode processar os estímulos emocionais e espaciais e melhorar a função sem a interferência da descarga epiléptica, permitindo a plasticidade cerebral", diz ela.

Estruturas

O lobo temporal mesial, uma parte interna do lobo temporal, tem duas estruturas importantes para a memória: hipocampo, responsável pela memória espacial, e amígdala, que avalia informações emocionais.

Essas estruturas estão presentes nos dois hemisférios cerebrais. A cirurgia indicada para os pacientes com epilepsia nessa região específica extrai o foco epiléptico no lobo temporal mesial de apenas um dos hemisférios, aquele não dominante para a linguagem.

 


Escrito por Dr. Marcelo Mariano da Silva às 18h47
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17/06/2009

BLOG Destinado a pessoas interessadas em dor, e que tenham duvidas sobre o assunto.


Escrito por Dr. Marcelo Mariano da Silva às 20h05
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Mini Curriculum
Dr. Marcelo Mariano da Silva, médico neurologista especialista em cefaléia e dor. Formado em medicina pela Universidade Estadual de Maringá, residência médica em neurologia clinica pelo Hospital Universitário Evangélico de Curitiba e atualmente Pós graduando em DOR pelo Hospital Sírio Libanês (São Paulo).
Atualmente trabalha como médico Neurologista, Preceptor da Residencia Médica de Neurologia e Chefe do Ambulatório de Cefaléia do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba. Médico Neurologista do Centro de Especialidades do Paraná Clinicas. Médico Neurologista no Hospital Santa Cruz em Curitiba.
Membro Efetivo da Academia Brasileira de Neurologia. Membro da Sociedade Brasileira de Cefaléia e Sociedade Brasileira de Dor.
Contatos:
marcelomariano@bol.com.br
dordecabeca@globo.com
Fones: (41) 3335-1216 / 3019-1816 Clinica


Escrito por Dr. Marcelo Mariano da Silva às 20h04
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Bem vindos ao BLOG do Dr. Marcelo Mariano da Silva, Médico Neurologista em Curitiba, especialista em tratamento da dor de cabeça.


Escrito por marcelomariano às 19h47
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